
IU leva batalha contra comentários maliciosos à Justiça dos EUA para identificar autor anônimo
Cantora busca identificar o responsável por dezenas de publicações com informações falsas para dar continuidade a um processo por difamação na Coreia do Sul.
IU voltou a demonstrar que mantém uma postura firme contra ataques virtuais. A cantora e atriz entrou com um novo pedido na Justiça dos Estados Unidos para tentar identificar a pessoa responsável por uma série de publicações consideradas difamatórias, dando continuidade às medidas legais que já vem adotando contra a disseminação de informações falsas.
Segundo informações divulgadas no dia 20 de julho, a artista protocolou, em 15 de julho, um pedido no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia. O objetivo é que a Meta, empresa responsável pelo Threads, forneça dados que permitam identificar o usuário investigado em um processo de difamação que corre na Coreia do Sul.
O pedido foi feito com base na legislação norte-americana que autoriza tribunais dos EUA a determinar a entrega de provas para serem utilizadas em processos judiciais conduzidos em outros países. Esse tipo de recurso tem sido utilizado com frequência por artistas sul-coreanos quando os responsáveis por ataques anônimos utilizam plataformas cujos servidores estão localizados no exterior.
De acordo com os documentos apresentados, a equipe jurídica de IU identificou uma conta do Threads como alvo da solicitação. Segundo a acusação, o perfil publicou 52 conteúdos com informações falsas entre março e outubro de 2025, causando prejuízos à imagem e à reputação da artista.
Como a identidade do responsável ainda não foi descoberta, os advogados solicitaram que a Meta forneça informações cadastrais relacionadas à conta, incluindo nome, endereço, telefone, e-mail e registros de IP, para que o processo possa avançar.
A ação cita diferentes categorias de publicações consideradas difamatórias. Entre elas estão acusações recorrentes de plágio, rumores sobre supostas ligações da artista com a China, tentativas de minimizar sua popularidade internacional, alegações de exploração da imagem de artistas falecidos, acusações de manipulação da mídia e teorias que relacionavam letras de suas músicas a tragédias nacionais sem qualquer comprovação.
No caso das acusações de plágio, a defesa destacou que esse tema já foi analisado anteriormente pela Justiça sul-coreana. Em 2024, um tribunal condenou o autor de uma publicação semelhante ao pagamento de indenização, reconhecendo que as alegações eram falsas.
Os representantes legais da cantora também afirmam que diversas postagens tentavam associá-la, sem evidências, a empresas chinesas e questionavam sua popularidade internacional, mesmo diante de dados de audiência e desempenho global que, segundo a defesa, contradizem essas afirmações.
Outro ponto citado no processo envolve publicações que mencionavam artistas falecidos, como Sulli, Jonghyun e Goo Hara, utilizando seus nomes para insinuar acusações contra IU. A equipe jurídica classificou esse tipo de conteúdo como uma tentativa maliciosa de prejudicar a reputação da cantora.
A artista e sua agência vêm reforçando há anos uma política de tolerância zero contra comentários maliciosos e a divulgação de informações falsas. Em fevereiro deste ano, sua equipe jurídica informou que havia aberto ações criminais e cíveis contra 96 pessoas acusadas de praticar esse tipo de conduta. Em maio, um dos réus foi condenado a quatro meses de prisão, com pena suspensa por um ano, após ser considerado culpado por publicar repetidos insultos contra a cantora.
Fonte: allkpop
