Vídeo de Miyeon fazendo check up aos 30 anos vira alvo de denúncia por possível publicidade médica

Denunciante questiona possível publicidade médica em conteúdo publicado pela integrante do i-dle, enquanto equipe afirma que não recebeu pagamento da clínica.

Um vídeo que mostrava Miyeon realizando seu primeiro check up completo aos 30 anos acabou entrando no radar das autoridades de saúde da Coreia do Sul. A integrante do i-dle foi alvo de uma denúncia formal após um cidadão questionar se trechos do conteúdo poderiam configurar publicidade médica.

A denúncia foi apresentada ao Yongsan Public Health Center, em Seul, por meio do sistema de petições públicas. Segundo informações divulgadas pelo denunciante, identificado como “A”, o objetivo é que as autoridades avaliem se o vídeo publicado por Miyeon violou as regras relacionadas à publicidade de serviços médicos.

O conteúdo foi publicado no canal da artista no YouTube em 1º de setembro e acompanhava sua experiência durante um check up médico. Entre as imagens estavam momentos de uma endoscopia gástrica, além de cenas registradas antes e depois de Miyeon receber sedativos para realizar o procedimento.

Foi justamente a forma como a instituição médica apareceu no vídeo que motivou o questionamento.

De acordo com a denúncia, o nome do estabelecimento localizado em Yongsan ficou parcialmente visível em determinadas cenas. Além disso, profissionais da área médica e partes das instalações também apareceram nas imagens.

“A” pediu que as autoridades investiguem se essa exposição poderia ser considerada publicidade médica. O denunciante também solicitou informações sobre uma possível participação da instituição na produção do conteúdo e sobre quem seria responsável por eventual publicidade.

Outro ponto levantado envolve uma placa exibida dentro do estabelecimento. O material apresentava a instituição como um “Centro de Check Up de Saúde: Hospital Especializado em Endoscopia Gástrica e Colonoscopia”.

Segundo a denúncia, registros públicos classificariam o estabelecimento como uma clínica, e não como um hospital especializado. Por isso, “A” também pediu que seja verificado se a instituição tinha autorização para utilizar essa denominação no período em que o vídeo foi gravado e publicado.

A equipe responsável pelo conteúdo de Miyeon se manifestou posteriormente sobre a situação. Segundo a produção, não houve qualquer pagamento recebido da instituição médica pela participação no vídeo e também não existia intenção de promover o estabelecimento.

A equipe explicou que a aparição parcial do nome da clínica aconteceu por descuido e pediu desculpas pelo ocorrido. Depois disso, o vídeo foi editado para aumentar o desfoque e esconder corretamente as informações que identificavam o local.

Mesmo sem pagamento, porém, a questão pode depender da interpretação das regras de publicidade médica. Conforme relatado pelo denunciante, um funcionário do Yongsan Public Health Center teria explicado que conteúdos que apresentam o nome de uma instituição médica ou determinados procedimentos podem ser avaliados como publicidade, ainda que não exista uma transação financeira.

As diretrizes sobre publicidade médica do Ministério da Saúde e Bem Estar também estabelecem que a apresentação ou transmissão de informações sobre instituições e práticas médicas aos consumidores pode se enquadrar nas regras previstas pela Medical Service Act, independentemente de haver pagamento.

Agora, a Divisão de Assuntos de Saúde e Medicina do Yongsan Public Health Center deverá analisar formalmente a denúncia envolvendo o vídeo de Miyeon.

A avaliação deverá considerar não apenas a possível caracterização de publicidade médica, mas também a exposição da endoscopia e da sedação no conteúdo e o uso da expressão “hospital especializado” pela instituição mostrada no vídeo.

Até o momento, a denúncia representa um pedido de investigação e não uma conclusão de que Miyeon ou sua equipe tenham cometido uma violação. A decisão dependerá da análise das autoridades responsáveis.

Fonte: Nate News e Chosun

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