Seungri é alvo de nova investigação policial após denúncia por suposta agressão em Seul

Polícia de Gangnam apura denúncia apresentada contra o ex integrante do BIGBANG, enquanto detalhes do episódio ainda são investigados.

Seungri voltou ao centro de uma investigação policial, desta vez por uma denúncia apresentada por um homem na casa dos 30 anos. O caso envolve uma suposta agressão que teria acontecido durante um encontro em um restaurante de Gangnam, em Seul, e ainda está sendo apurado pelas autoridades.

A denúncia foi registrada na Delegacia de Gangnam em 26 de agosto, segundo informações exclusivas divulgadas pelo News1. O homem pediu que Lee Seung Hyun, nome legal de Seungri, fosse responsabilizado por agressão agravada.

A polícia ainda está tentando reconstruir o que aconteceu no estabelecimento. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a dinâmica do episódio, a existência de algum objeto envolvido ou a extensão de possíveis ferimentos.

Por isso, a acusação ainda não significa que o crime tenha sido confirmado. A investigação está justamente na etapa de reunir informações para determinar se houve uma agressão e, caso tenha ocorrido, se ela se enquadra na categoria indicada na denúncia.

A legislação sul coreana diferencia a agressão simples da chamada agressão agravada. A segunda pode ser considerada quando a violência envolve a demonstração de força por várias pessoas ou o uso de um objeto classificado como perigoso.

Pelo Código Penal sul coreano, a agressão simples pode resultar em até dois anos de prisão, multa de até 5 milhões de won, aproximadamente R$ 19 mil, detenção ou uma multa de menor valor.

No caso da agressão agravada, prevista no Artigo 261, a pena pode chegar a cinco anos de prisão ou multa de até 10 milhões de won, cerca de R$ 38 mil.

A legislação também não determina que um objeto precise ser uma arma tradicional para ser considerado perigoso. A avaliação leva em conta características do objeto, a forma como ele teria sido utilizado e todo o contexto da ocorrência.

Outro ponto é que não é necessário que a vítima apresente ferimentos graves para que a classificação seja considerada. Se houver lesões decorrentes do episódio, outras disposições do Código Penal podem entrar na análise.

Também existe uma diferença relacionada à manifestação da vítima. Nos casos de agressão simples, o processo não pode prosseguir quando a vítima declara expressamente que não deseja a punição do acusado. Essa mesma regra não está prevista para a agressão agravada.

Neste momento, as circunstâncias exatas da denúncia continuam sem esclarecimento público. As autoridades deverão analisar elementos que possam ajudar a estabelecer o que ocorreu no restaurante, incluindo eventuais depoimentos, imagens de câmeras de segurança e informações sobre possíveis lesões.

A partir desses dados, será possível avaliar se houve uma agressão e se os elementos encontrados correspondem aos requisitos legais para uma acusação de agressão agravada.

A denúncia atual também chama atenção por ocorrer após um longo período marcado pelo processo criminal relacionado ao caso Burning Sun, que encerrou a carreira de Seungri no entretenimento.

O ex integrante do BIGBANG passou a ser investigado em 2019, quando surgiram diversas acusações relacionadas à boate Burning Sun, da qual ele havia sido diretor executivo. A investigação posteriormente se ampliou e resultou em nove acusações criminais.

Entre os crimes estavam intermediação de prostituição, prostituição, jogos de azar habituais, violações da legislação cambial e apropriação indébita.

No primeiro julgamento, realizado por um tribunal militar, Seungri foi considerado culpado das nove acusações e recebeu uma pena de três anos de prisão, além de ter aproximadamente 1,1569 bilhão de won determinado para confisco.

A pena foi posteriormente reduzida para um ano e seis meses durante o recurso. As condenações, entretanto, permaneceram.

Em maio de 2022, a Suprema Corte confirmou a decisão e manteve a condenação pelos nove crimes.

Entre os pontos analisados estavam acusações de que Seungri teria intermediado serviços de prostituição para investidores estrangeiros e pago pessoalmente por serviços sexuais.

Ele também foi condenado por jogos de azar envolvendo aproximadamente 2,2 bilhões de won em cassinos de Las Vegas e outras localidades dos Estados Unidos entre 2013 e 2017.

Outro episódio relacionado ao processo envolveu uma transação de aproximadamente US$ 1 milhão, equivalente a cerca de R$ 5,3 milhões na conversão aproximada, em fichas para jogos de azar sem a declaração exigida pela legislação cambial sul coreana.

As acusações de apropriação indébita também foram mantidas pela Suprema Corte. A decisão apontou o desvio de aproximadamente 528 milhões de won em recursos da Burning Sun sob a justificativa de taxas relacionadas ao uso da marca do bar Monkey Museum.

Além disso, Seungri foi condenado por utilizar cerca de 20 milhões de won em recursos da Yuri Holdings para despesas jurídicas de funcionários.

O processo também analisou um episódio envolvendo uma discussão com outro cliente. Segundo a acusação, Seungri teria comunicado o conflito a um conhecido, que teria recorrido a integrantes do crime organizado para ameaçar o homem. Essa acusação fez parte do conjunto de nove crimes pelos quais ele foi condenado.

Como estava cumprindo serviço militar durante o processo, Seungri teve sua dispensa adiada após receber a primeira sentença de prisão. Com a confirmação da condenação pela Suprema Corte, ele foi transferido para uma unidade prisional civil para cumprir o restante da pena.

Apesar do histórico judicial, a investigação atual deve ser tratada separadamente. As condenações anteriores não comprovam a nova alegação de agressão e não determinam, por si só, o resultado da investigação aberta agora.

Neste momento, existe uma denúncia apresentada por um homem na casa dos 30 anos e uma investigação policial em andamento. Caberá às autoridades verificar as circunstâncias do encontro, avaliar as evidências disponíveis e determinar se houve crime e qual enquadramento legal, caso aplicável, deverá ser adotado.

Fonte: News1

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