Brasileira acusada de perseguir Jungkook pode ser deportada após decisão da Justiça sul-coreana

Justiça sul-coreana aplicou pena suspensa e determinou medidas após uma série de episódios de perseguição envolvendo o artista.

Um caso envolvendo a segurança e a privacidade de Jungkook, do BTS, voltou a chamar atenção na Coreia do Sul após a divulgação da decisão judicial contra uma mulher acusada de perseguir o artista por semanas. Segundo documentos do processo, os episódios incluíram visitas repetidas à residência do cantor, tentativas de contato insistentes e até uma entrada não autorizada na propriedade.

De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Distrital Ocidental de Seul, uma mulher brasileira identificada apenas como “A” recebeu uma sentença de um ano de prisão com suspensão por dois anos. Ela havia sido detida e acusada de violar a legislação sul-coreana contra perseguição e também de invasão de propriedade.

Os registros do caso apontam que a mulher teria frequentado a residência de Jungkook, localizada no distrito de Yongsan, em Seul, diversas vezes ao longo de aproximadamente um mês, a partir de dezembro de 2025.

Segundo o tribunal, durante esse período ela permaneceu nas proximidades da casa aguardando o artista, deixou cartas no local e chegou a lançar objetos para dentro da propriedade. Um dos episódios que mais chamou atenção ocorreu em 12 de dezembro, quando ela teria acionado a campainha da residência 133 vezes entre o início da noite e a madrugada.

A situação se agravou no dia seguinte. Conforme os documentos judiciais, a mulher observou a entrada de um entregador de comida pela lateral da propriedade e aproveitou o momento em que o portão permaneceu aberto para acessar o local sem autorização.

Ela foi detida no local pelas autoridades, mas acabou sendo liberada no dia seguinte após receber uma advertência formal para não retornar à residência.

No entanto, a acusação afirma que as visitas continuaram mesmo após a intervenção policial. A mulher teria voltado ao endereço em outras ocasiões, deixando correspondências e materiais diversos.

Diante da repetição dos episódios, a polícia emitiu uma ordem emergencial proibindo sua aproximação a menos de 100 metros da residência de Jungkook. A medida foi posteriormente validada pela Justiça.

Apesar da restrição, as autoridades alegam que ela voltou ao local no início de janeiro, deixando fotografias e materiais impressos próximos à propriedade, o que resultou em novas acusações.

Ao determinar a sentença, o tribunal destacou a gravidade do comportamento e observou que as ações continuaram mesmo após advertências e medidas protetivas. A decisão também mencionou que a vítima solicitou uma punição rigorosa.

Por outro lado, a corte considerou alguns fatores atenuantes. Entre eles, o entendimento de que não havia intenção de causar danos físicos ao artista, além do fato de Jungkook não ter tomado conhecimento diretamente de alguns dos episódios no momento em que ocorreram.

Outro elemento levado em consideração foi a situação migratória da acusada. Segundo a decisão, ela permaneceu aproximadamente três meses detida e, após a conclusão definitiva do processo, deverá ser deportada da Coreia do Sul. O tribunal avaliou que isso reduz significativamente a possibilidade de reincidência.

Fonte: Allkpop

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