Cao Lu, do FIESTAR, e Serri, do Dal Shabet, revelam a realidade financeira dos idols de K-pop

Segundo as artistas, apenas uma pequena parcela dos idols consegue ganhar muito dinheiro, enquanto despesas de treinamento e divisão dos lucros podem comprometer os rendimentos de quem não está no topo da indústria.

Ser idol de K-pop não significa necessariamente ter uma vida financeira confortável. Cao Lu, ex-integrante do FIESTAR, e Serri, do Dal Shabet, falaram sobre os bastidores financeiros da indústria musical sul-coreana e explicaram por que a fama nem sempre se transforma em riqueza. Segundo as artistas, apenas uma pequena parcela dos profissionais consegue obter ganhos expressivos.

Durante a conversa, elas comentaram a percepção de que todos os idols são ricos. Cao Lu e Serri afirmaram que, na realidade, somente os artistas que estão entre os 10% ou até os 5% mais bem-sucedidos conseguem ganhar muito dinheiro. A situação pode surpreender quem acredita que ter reconhecimento público é suficiente para garantir estabilidade financeira.

Serri também comentou que, mesmo com o nível de reconhecimento alcançado pelo Dal Shabet, algumas pessoas presumem que as integrantes possuem imóveis próprios. Essa expectativa, porém, não corresponde necessariamente à realidade financeira das artistas.

A conversa destacou ainda a importância do desempenho comercial para os rendimentos dos idols. Segundo o relato, alcançar posições entre as cinco primeiras colocações nas paradas musicais pode proporcionar uma condição financeira mais confortável, enquanto resultados inferiores podem tornar mais difícil manter uma vida financeiramente estável.

Outro ponto levantado foi o impacto dos custos de treinamento e preparação na carreira dos artistas. Em alguns casos, as despesas acumuladas durante esse período são descontadas dos ganhos futuros. Dependendo das condições contratuais e dos resultados comerciais, um idol pode chegar ao fim do contrato ainda com dívidas, em vez de sair da agência com uma reserva financeira.

O sistema de acerto de contas, conhecido como settlement na indústria do K-pop, ajuda a explicar parte desse cenário. Em muitos contratos, os custos relacionados ao treinamento, à produção e à promoção precisam ser recuperados antes que os lucros sejam distribuídos entre a empresa e os artistas. As condições variam de acordo com cada agência e contrato.

Entre as principais fontes de receita estão as vendas de álbuns, os streams, os shows e as campanhas publicitárias. No entanto, o valor recebido individualmente depende de fatores como a divisão contratual, as despesas envolvidas e o número de integrantes do grupo. Em formações numerosas, a parcela destinada a cada artista pode ser menor quando os rendimentos são divididos entre muitos membros.

Embora os processos de prestação de contas tenham se tornado mais transparentes em parte da indústria, a situação continua difícil para artistas que não alcançam o topo das paradas ou não conseguem oportunidades comerciais de grande alcance. O reconhecimento do público, por si só, não garante que os rendimentos sejam suficientes para cobrir todas as despesas.

Fonte: 차오루

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