Eli explica por que paga 850 mil wons de pensão ao filho após críticas nas redes sociais

Ex integrante do U KISS apresentou sua versão sobre os pagamentos feitos após o divórcio e explicou como o valor mensal atual foi definido.

A pensão de 850 mil wons, cerca de R$ 4,4 mil, paga por Eli ao filho voltou a gerar discussão na Coreia do Sul, mas o ex integrante do U KISS decidiu apresentar um lado da história que, segundo ele, não vinha sendo mostrado. Em uma longa publicação nas redes sociais, o cantor explicou como ajudava financeiramente o filho após o divórcio e revelou que, em determinado período, chegou a enviar valores muito superiores ao pagamento mensal atual.

Eli afirmou que decidiu falar publicamente depois de perceber o aumento de comentários que o acusavam de não contribuir adequadamente para a criação do filho. Segundo ele, normalmente evitaria expor detalhes sobre o divórcio e os acordos financeiros entre o ex casal, mas sentiu que a quantia de 850 mil wons, aproximadamente R$ 4,4 mil, estava sendo apresentada sem o contexto que levou à definição desse valor.

De acordo com o relato do cantor, inicialmente ele não fazia uma transferência fixa todos os meses. Em vez disso, preferia enviar dinheiro conforme surgiam necessidades relacionadas ao filho, como despesas escolares, alimentação e outros gastos do cotidiano.

Eli afirmou que, durante um período de três a quatro meses, chegou a enviar entre US$ 6 mil e US$ 8 mil por mês. Considerando a cotação atual, isso representa aproximadamente R$ 30,8 mil a R$ 41 mil mensais. Na moeda sul coreana, os valores equivaleriam a cerca de 8 milhões a 10 milhões de wons.

Ele reconheceu que esses pagamentos talvez não tenham sido registrados formalmente como pensão alimentícia, mas disse que, para ele, o objetivo era justamente contribuir com as despesas do filho.

A situação teria mudado depois que o cantor tomou conhecimento de aparições na televisão nas quais, segundo seu relato, ele era apresentado como alguém que não estaria cumprindo adequadamente suas responsabilidades financeiras. Eli afirmou que, durante a pandemia de COVID 19, trabalhava recebendo salário mínimo e que uma parte considerável do dinheiro enviado naquele período veio de suas próprias economias.

Foi nesse contexto que, segundo ele, o valor atual de 850 mil wons por mês acabou sendo estabelecido. A quantia corresponde a aproximadamente R$ 4,4 mil na conversão atual. Eli reconheceu que algumas pessoas podem formar uma opinião negativa ao observar apenas o valor mensal, mas afirmou que não pretende pedir desculpas pelas circunstâncias que levaram à definição dessa quantia.

O cantor também ressaltou que continua dando dinheiro ao filho quando os dois conseguem se encontrar e em períodos de feriados. Para Eli, a relação com o filho é mais importante do que vencer uma discussão nas redes sociais, e essa teria sido uma das razões para decidir esclarecer publicamente sua versão.

A declaração de Eli, no entanto, representa apenas o relato dele sobre os pagamentos e sobre as circunstâncias que envolveram a definição da pensão.

Anteriormente, Ji Yeon Soo havia falado em programas de televisão e conteúdos no YouTube sobre os 850 mil wons, cerca de R$ 4,4 mil, que recebe mensalmente do ex marido. Ela classificou o valor como próximo ao patamar mínimo utilizado como referência para pensão e afirmou que a quantia não seria suficiente diante do aumento do custo de vida. Ela também contou que trabalhava em um restaurante de seolleongtang para ajudar nas próprias despesas.

As declarações fizeram crescer as críticas direcionadas a Eli e acabaram colocando em evidência versões diferentes sobre como os pagamentos foram realizados depois do divórcio.

Eli e Ji Yeon Soo registraram o casamento em 2014 e tiveram um filho. O casal se divorciou em 2020, e a criança permaneceu sob os cuidados de Ji Yeon Soo. Eli posteriormente se casou novamente.

A discussão também reacendeu dúvidas sobre a existência de um suposto valor mínimo nacional obrigatório de pensão alimentícia na Coreia do Sul. Segundo as informações apresentadas na matéria, essa interpretação precisa ser vista com cuidado.

Uma das principais referências utilizadas pelos tribunais é a tabela de cálculo de pensão alimentícia publicada pelo Tribunal de Família de Seul em 2021, que entrou em vigor em março de 2022. O modelo considera principalmente a renda combinada dos pais e a idade da criança, mas outros fatores também podem influenciar a decisão.

Entre eles estão o número de filhos, a região onde vivem, além de despesas adicionais relacionadas à educação, saúde e outras necessidades específicas. A partir dessas informações, é possível estabelecer a participação financeira de cada responsável.

 

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A renda considerada no cálculo também não se limita ao salário. O modelo apresentado pelo Tribunal de Família de Seul leva em conta a renda líquida total, incluindo ganhos provenientes de trabalho, negócios, aluguel de imóveis e juros.

Também não significa que a ausência de renda elimine automaticamente a responsabilidade de um dos pais. A determinação considera que ambos possuem obrigações relacionadas aos custos necessários para criar o filho.

Outro ponto importante é que a tabela não possui força de lei. O próprio Tribunal de Família de Seul a apresenta como uma referência relevante para negociações ou processos judiciais, mas o valor final pode ser diferente conforme as circunstâncias específicas de cada caso.

Os pais também podem chegar a um acordo próprio durante o processo de divórcio. Quando não existe consenso, o Tribunal de Família pode determinar a responsabilidade financeira considerando as necessidades da criança e a capacidade econômica de cada responsável.

Por isso, não seria correto afirmar de maneira absoluta que existe um único valor nacionalmente definido como o mínimo obrigatório de pensão. A quantia de 640 mil wons, aproximadamente R$ 3,3 mil, mencionada anteriormente por Ji Yeon Soo também teria sido apresentada durante uma transmissão como um valor discutido naquele contexto, e não necessariamente como uma regra universal aplicável a todos os casos.

O valor determinado pode variar de acordo com a renda dos responsáveis, a idade da criança, suas condições de vida e despesas adicionais relacionadas à criação.

A legislação sul coreana também considera que a responsabilidade pela criação dos filhos pertence aos dois pais. Quando apenas um deles possui a guarda efetiva, esse responsável pode solicitar ao outro uma participação adequada nos custos atuais e futuros relacionados à criação.

A forma de pagamento também pode ser relevante. Quando uma obrigação e um valor são determinados judicialmente, existe uma base legal para exigir o cumprimento. Já pagamentos feitos separadamente ou despesas pagas diretamente para a criança podem ou não ser considerados parte da obrigação formal, dependendo do acordo existente entre os responsáveis e das características de cada pagamento.

Essa diferença se relaciona diretamente ao relato apresentado por Eli. Embora ele tenha afirmado que enviou valores expressivos ao filho em determinado período, o próprio cantor reconheceu que esses pagamentos podem não ter sido realizados formalmente sob a denominação de pensão alimentícia.

Fonte: allkpop