“Eu não fazia parte desse 1%”: integrante do MOMOLAND revela por que tantos idols nunca ficam ricos

Hyebin abriu o jogo sobre as finanças da indústria e explicou como dívidas, custos de produção e contratos impedem muitos artistas de lucrar, mesmo após o sucesso.

Hyebin decidiu revelar como funciona o lado financeiro da indústria e surpreendeu ao afirmar que, mesmo após alcançar o sucesso, muitos artistas praticamente não veem o dinheiro chegar às suas contas.

Em um vídeo publicado no YouTube Shorts em 4 de julho, a cantora contou que, depois de mais de dez anos na indústria, sentiu que era hora de esclarecer uma dúvida que acompanha o K-pop há muito tempo: afinal, os idols realmente ficam ricos?

Hyebin explicou que muitos acreditam que as empresas bancam gratuitamente todo o período de treinamento. No entanto, segundo ela, essa realidade costuma existir apenas nas grandes agências. Em empresas menores e médias, como foi o caso do MOMOLAND, praticamente todas as despesas acumuladas durante os anos de trainee acabam sendo cobradas depois do debut.

Ela revelou que aulas, alimentação, dormitório, aluguel de salas de ensaio e diversos outros custos são registrados como investimento da empresa e, posteriormente, transformados em uma dívida do artista. Na prática, muitos idols estreiam devendo centenas de milhões de won antes mesmo de receberem o primeiro pagamento.

A cantora contou que o MOMOLAND conseguiu um feito considerado raro para um grupo de uma agência pequena ao conquistar rapidamente seu primeiro lugar em um programa musical. Ainda assim, o sucesso não significou independência financeira.

Segundo Hyebin, cada comeback gera uma nova sequência de gastos. A compra das músicas, a gravação de videoclipes, ensaios fotográficos, figurinos, maquiagem, cabelo, transporte, equipe de managers e diversos outros custos são compartilhados entre empresa e integrantes. Em alguns casos, apenas um videoclipe já representa dezenas de milhões de won em despesas atribuídas aos membros.

Ela explicou que isso cria um ciclo difícil de romper. Mesmo quando o grupo começa a receber cachês por apresentações e eventos, boa parte da receita é usada para quitar os investimentos anteriores e financiar os próximos lançamentos. Ou seja, o dinheiro muitas vezes “desaparece” antes mesmo de chegar aos artistas.

Hyebin também detalhou como funciona a divisão dos cachês. Segundo ela, um evento pode render cerca de 50 milhões de won para um grupo inteiro, valor que inicialmente parece alto. Porém, após a divisão com a empresa, entre todos os integrantes e o desconto de despesas operacionais, cada membro pode acabar recebendo aproximadamente 2 milhões de won.

Para quem olha de fora, esse valor pode parecer alto por poucas horas de trabalho. No entanto, a artista afirma que a realidade é diferente: grande parte desse dinheiro costuma ser reinvestida na própria carreira do grupo, mantendo os artistas presos em um ciclo de dívidas por bastante tempo.

Ao refletir sobre sua trajetória, Hyebin afirmou que apenas uma parcela muito pequena consegue transformar a carreira de idol em uma verdadeira estabilidade financeira. Segundo ela, apenas os melhores conseguem se tornar trainees, uma parte ainda menor consegue debutar e uma fração mínima realmente alcança riqueza.

“Eu não fazia parte desse 1%”, confessou.

Após o “fim” do MOMOLAND em 2023, Hyebin continuou sua carreira artística explorando novos caminhos. Além de atuar em peças de teatro, musicais e web dramas, ela também passou a trabalhar como DJ e participar de diferentes projetos no entretenimento.

Seu relato reacendeu uma discussão antiga sobre os bastidores da indústria do K-pop e mostrou que, por trás do brilho dos palcos, muitos artistas enfrentam uma realidade financeira bem diferente da que o público costuma imaginar.

Fonte: 묘혜빈

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