
G-Dragon volta ao centro das atenções após revelação de ligação inesperada entre investigações de drogas
Relatório aponta que o mesmo ex-promotor esteve envolvido nos casos de 2011 e 2023, mas em lados opostos da história
Uma nova revelação envolvendo G-Dragon está gerando discussões nos meios jurídicos e na indústria do entretenimento sul-coreana. Um relatório divulgado recentemente trouxe à tona uma conexão incomum entre as duas investigações relacionadas a drogas que envolveram o integrante do BIGBANG ao longo de sua carreira: a presença da mesma figura jurídica em ambos os casos.
Segundo informações publicadas pela MHN Sports em 15 de junho, o ex-promotor Kim Hee Joon, que ocupava um cargo de liderança na Divisão de Crimes Violentos do Ministério Público do Distrito Central de Seul durante a investigação de 2011, passou a integrar, mais de uma década depois, a equipe jurídica responsável pela defesa de G-Dragon no caso de 2023.
A descoberta chamou atenção porque conecta duas investigações distintas que tiveram desfechos diferentes. Em uma delas, Kim Hee Joon estava ligado ao órgão responsável pela apuração. Na outra, atuou ao lado da defesa do artista.
O primeiro caso remonta a 2011, quando G-Dragon foi investigado após suspeitas de uso de maconha durante uma viagem ao Japão. Na época, o cantor afirmou acreditar que havia recebido um cigarro comum de um conhecido. No entanto, exames realizados durante a investigação apresentaram resultado positivo para a substância.
As autoridades decidiram não apresentar acusação formal contra o artista. Segundo os promotores, fatores como a ausência de antecedentes, o caráter isolado do episódio, a pequena quantidade envolvida e o arrependimento demonstrado foram levados em consideração na decisão.
Embora Kim Hee Joon ocupasse uma posição de supervisão dentro da divisão responsável pela investigação naquele período, os registros indicam que ele foi transferido antes da conclusão oficial do caso. Por isso, não há indícios de que tenha participado diretamente da decisão final.
Mais de uma década depois, em 2023, o nome de G-Dragon voltou às manchetes após uma nova investigação por supostas violações da Lei de Controle de Narcóticos da Coreia do Sul.
Desta vez, a apuração teve início após declarações de uma funcionária de um estabelecimento de entretenimento. Entretanto, os exames realizados pelo Serviço Nacional de Perícia, incluindo análises de cabelo e unhas, apresentaram resultados negativos.
Com a ausência de evidências suficientes, a polícia decidiu encerrar a investigação sem encaminhar o caso para acusação. Diferentemente do episódio de 2011, as autoridades concluíram que não havia elementos capazes de sustentar as alegações.
Foi durante esse processo que Kim Hee Joon apareceu novamente na trajetória do cantor, agora como integrante da equipe jurídica responsável por sua defesa.
A coincidência gerou debates entre especialistas, especialmente porque o ex-promotor esteve ligado às duas investigações em momentos distintos. Ainda assim, profissionais da área destacam que a migração de ex-promotores para escritórios de advocacia e equipes de defesa é uma prática relativamente comum na Coreia do Sul, especialmente em casos de grande repercussão pública.
O relatório também relembra que o caso de 2011 ocorreu em um momento delicado para a YG Entertainment. Naquele período, a empresa se preparava para sua entrada no mercado KOSDAQ, e o surgimento da controvérsia envolvendo um dos principais integrantes do BIGBANG foi visto por muitos analistas como um potencial risco à reputação da companhia.
Apesar das discussões geradas pela recente revelação, não existe qualquer evidência de que Kim Hee Joon tenha influenciado diretamente os resultados das investigações. Também não há informações que indiquem irregularidades relacionadas à sua participação na defesa do artista em 2023.
Representantes de G-Dragon também esclareceram que a contratação do advogado não partiu diretamente do cantor. Segundo uma fonte próxima ao artista, a sugestão de incluir Kim Hee Joon na equipe jurídica teria vindo de outro advogado que já cuidava dos assuntos legais de G-Dragon desde seu retorno do serviço militar.
Ao final, os dois casos tiveram algo em comum: nenhum deles resultou em punição criminal para o integrante do BIGBANG. Ainda assim, a conexão entre os episódios continua despertando curiosidade e alimentando discussões sobre os bastidores jurídicos de alguns dos casos mais comentados do entretenimento sul-coreano.
Fonte: Naver
