
Tribunal de Seul concluiu que as alegações de envolvimento do artista com prostituição não foram comprovadas e também considerou falsas as informações de que ele teria admitido a prática.
A Justiça da Coreia do Sul determinou que um jornalista de entretenimento pague ₩200 milhões, aproximadamente R$ 750 mil, a Ju Haknyeon, ex-integrante do The Boyz, por uma reportagem sobre sua vida pessoal. Em decisão parcial publicada em 23 de outubro, a 25ª Divisão Cível do Tribunal Distrital Central de Seul concluiu que as alegações de envolvimento do artista com prostituição, assim como as afirmações de que ele teria reconhecido a prática, eram falsas.
O processo teve origem em uma reportagem publicada em junho de 2025 pelo jornalista, identificado como A. O texto afirmava que Ju Haknyeon teria se envolvido com prostituição em Tóquio, no Japão, com Asuka Kirara, ex-atriz japonesa de filmes adultos. Na época, o artista negou veementemente as acusações.
Apesar da negativa, a One Hundred, então agência de Ju Haknyeon, anunciou sua saída do The Boyz e o encerramento de seu contrato de exclusividade. A empresa justificou a decisão citando uma quebra de confiança relacionada a questões da vida pessoal do artista.
Posteriormente, Ju entrou com uma ação judicial por danos, exigindo ₩1 bilhão, cerca de R$ 3,75 milhões, sob o argumento de que a reportagem divulgava informações falsas. O tribunal acolheu parcialmente o pedido e determinou o pagamento de ₩200 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 750 mil.
Ao analisar o caso, os magistrados avaliaram que as informações apresentadas pelo jornalista não eram suficientes para comprovar o conteúdo publicado. A decisão também questionou a conclusão de que teria ocorrido prostituição com base nas confirmações que o repórter afirmou ter obtido durante a apuração.
“Presumir a ocorrência de prostituição com base apenas nas confirmações relatadas durante a investigação realizada antes da publicação da matéria representa um salto lógico excessivo”, afirmou o tribunal. A decisão acrescentou que, considerando aquilo que o jornalista alegou ter confirmado, era difícil concluir que Ju Haknyeon tivesse se envolvido com prostituição.
Os juízes também entenderam que as provas apresentadas pelo jornalista não demonstravam de maneira convincente que as informações divulgadas eram verdadeiras.
Paralelamente à ação civil, o repórter responde a um processo criminal por difamação relacionado à mesma reportagem. Ele foi indiciado sem prisão preventiva em maio e atualmente é julgado com base na legislação sul-coreana que trata da utilização de redes de informação e comunicação e da proteção de informações.
Na primeira audiência criminal, o jornalista reconheceu ter publicado a matéria, mas negou a intenção de disseminar informações falsas, difamar o artista ou agir de maneira maliciosa. Ele declarou inocência e afirmou que havia confirmado diretamente os fatos com Cha Ga Won, presidente da One Hundred, antiga agência de Ju Haknyeon.
A decisão civil representa um novo desdobramento no caso envolvendo o ex-integrante do The Boyz, cuja saída do grupo foi anunciada após a divulgação das acusações. O processo criminal contra o jornalista, por sua vez, segue em andamento.
Fonte: koreaboo





