
Nova audiência expõe novo capítulo da disputa entre ADOR, Danielle e Min Hee Jin
Tribunal analisa provas contestadas enquanto processo milionário ganha novos desdobramentos
A batalha judicial envolvendo Danielle, Min Hee Jin e a ADOR continua longe do fim, e a mais recente audiência trouxe novos embates, acusações e até uma redução significativa no valor da indenização exigida pela agência. Com provas contestadas e versões opostas sobre os acontecimentos, o caso segue chamando atenção da indústria do entretenimento sul-coreano.
No dia 11 de junho, a Divisão 31 de Acordos Civis do Tribunal Distrital Central de Seul realizou a segunda audiência da ação movida pela ADOR contra Danielle, um familiar da artista e Min Hee Jin. A empresa busca indenização sob a alegação de que a ex-CEO teria incentivado a integrante a romper seus vínculos com a agência, causando prejuízos financeiros expressivos.
Um dos principais pontos discutidos durante a sessão foi a validade de conversas do KakaoTalk apresentadas como evidência. As mensagens, que envolveriam Min Hee Jin e assuntos ligados às atividades de Danielle, foram alvo de intenso debate entre as partes. Após ouvir os argumentos, o tribunal informou que avaliará a admissibilidade do material durante a análise do processo.
Segundo a equipe jurídica da ADOR, o conteúdo das mensagens indicaria que Danielle não pretendia manter seu contrato exclusivo com a empresa. Os representantes da agência afirmaram que Min Hee Jin teria encorajado as integrantes do NewJeans a rescindir seus contratos, convencendo-as de que não sofreriam consequências financeiras significativas. Para a ADOR, essa conduta configuraria uma violação de dever fiduciário.
A origem do conflito remonta a novembro de 2024, quando as integrantes do NewJeans anunciaram que consideravam seus contratos com a ADOR encerrados devido a supostas falhas cometidas pela empresa. Após a decisão, o grupo buscou seguir com atividades independentes.
Entretanto, em outubro de 2025, a Justiça decidiu a favor da ADOR em uma ação que questionava a validade dos contratos. Com o resultado, as integrantes teriam optado por não recorrer da decisão e, gradualmente, demonstrado interesse em retomar a relação com a empresa. Apesar disso, a ADOR posteriormente comunicou a Danielle que ela não poderia continuar como integrante do grupo e deu início ao processo de indenização.
Durante a audiência, a defesa de Danielle criticou duramente a postura da agência. Os advogados argumentaram que a artista estaria sendo tratada de forma diferente em relação às demais integrantes e afirmaram que o processo serviria como uma forma de pressão indireta. Segundo a equipe jurídica, Danielle foi especificamente escolhida como alvo após ter seu contrato rescindido e, em seguida, enfrentar uma ação que envolve valores extremamente elevados.
Os representantes da cantora também alegaram que a continuidade do processo pode impactar diretamente sua trajetória profissional em um momento importante da carreira. Além disso, defenderam que a disputa judicial poderia ser interpretada como um aviso direcionado aos demais membros envolvidos na situação.
A defesa de Min Hee Jin apresentou argumentos semelhantes, afirmando que medidas que prolonguem o caso podem gerar danos ainda maiores para todos os envolvidos. Os advogados sustentaram que o foco deveria estar em uma resolução eficiente da disputa.
Por sua vez, a ADOR negou qualquer tentativa de atrasar o andamento do processo. A agência declarou que também busca uma conclusão rápida, mas ressaltou que precisa ter a oportunidade de apresentar todas as evidências e argumentos que considera necessários para sustentar suas alegações.
Outro ponto que chamou atenção foi a discussão sobre uma possível conciliação. Embora a ADOR tenha afirmado que não descarta totalmente um acordo, a defesa de Danielle demonstrou reservas quanto à possibilidade. Os representantes da artista destacaram que a empresa rescindiu seu contrato e posteriormente entrou com uma ação solicitando uma indenização bilionária, afirmando que foi a primeira vez que a hipótese de acordo surgiu de forma concreta durante o processo.
Além disso, a agência anunciou uma revisão no valor solicitado na ação. O pedido de indenização foi reduzido de aproximadamente ₩43,09 bilhões para ₩33,09 bilhões, diminuindo consideravelmente o montante exigido perante o tribunal.
Com novas audiências previstas, o caso segue em andamento e deve continuar examinando as alegações feitas pela ADOR contra Danielle e Min Hee Jin, além da validade das mensagens do KakaoTalk que se tornaram um dos elementos centrais da disputa.
Fonte: Daum
