
PSY vira alvo de investigação e caso envolvendo medicamentos controlados ganha novo capítulo
Cantor e fundador da P NATION foi encaminhado ao Ministério Público após suspeitas relacionadas à retirada de medicamentos por terceiros.
Um dos nomes mais conhecidos da indústria musical sul-coreana voltou aos holofotes por um motivo inesperado. PSY, responsável por sucessos globais e fundador da P NATION, está no centro de uma investigação que envolve a retirada de medicamentos psicotrópicos por terceiros, um caso que vem sendo acompanhado de perto pelas autoridades desde o ano passado.
De acordo com informações divulgadas em 2 de junho, o caso foi oficialmente encaminhado ao Ministério Público após meses de investigação policial. Além de PSY, outras três pessoas também estão sendo investigadas, incluindo um professor de um hospital universitário e um empresário.
As autoridades alegam que, entre 2022 e 2025, o artista recebeu prescrições de medicamentos utilizados no tratamento de condições como insônia e depressão. A principal questão investigada é o fato de que esses medicamentos teriam sido retirados por terceiros, incluindo um de seus empresários, sem que o cantor comparecesse pessoalmente a consultas presenciais relacionadas às prescrições.
Na Coreia do Sul, medicamentos classificados como psicotrópicos estão sujeitos a regulamentações rigorosas devido ao potencial risco de dependência. Em regra, pacientes precisam passar por avaliações médicas diretas e retirar pessoalmente os medicamentos prescritos.
A controvérsia ganhou repercussão pública pela primeira vez em agosto de 2025, quando o assunto surgiu durante as investigações policiais. Na época, a P NATION reconheceu que houve retirada de medicamentos por procuração, classificando a situação como um erro administrativo.
A empresa, no entanto, negou qualquer irregularidade relacionada à obtenção das receitas médicas. Segundo a agência, PSY possui diagnóstico de distúrbios crônicos do sono e utilizava medicamentos prescritos legalmente por profissionais da saúde. A defesa argumenta que a questão investigada envolve apenas a retirada dos remédios, e não a emissão indevida das prescrições.
Mesmo após o posicionamento da agência, as investigações continuaram. Durante o processo, as autoridades realizaram buscas em escritórios, veículos e também conduziram análises forenses em dispositivos eletrônicos ligados ao caso.
Agora, caberá ao Ministério Público decidir se haverá apresentação formal de acusações contra os envolvidos. O caso também reacendeu discussões na Coreia do Sul sobre possíveis privilégios recebidos por celebridades em processos relacionados a serviços médicos e medicamentos controlados.
Por se tratar de uma das figuras mais influentes da música coreana, os próximos passos da investigação seguem atraindo grande atenção do público e da imprensa local.
Fontes: Daum e MBC
