Rookie entra em conflito com agência menos de um mês após debut e Justiça rejeita principais alegações

Cantora entrou na Justiça poucos meses após sua estreia, mas decisão apontou falta de evidências para sustentar as acusações apresentadas contra a agência.

Uma estreia cercada de expectativas acabou rapidamente em uma disputa judicial. Uma rookie identificada como A entrou em conflito com sua agência menos de um mês depois de debutar, alegando problemas que iam desde atraso na estreia e questões financeiras até abuso verbal e pressão relacionada ao peso. A Justiça, porém, rejeitou o pedido para suspender seu contrato exclusivo e afirmou que as provas apresentadas não eram suficientes para sustentar as acusações.

A decisão foi tomada pela 50ª Vara Cível do Tribunal Distrital Central de Seul em 4 de setembro. O tribunal negou o pedido de liminar apresentado pela cantora e determinou que ela arcasse com os custos do processo. Como A não apresentou recurso, a decisão se tornou definitiva em 12 de setembro.

Segundo a decisão obtida pelo Star News, a Justiça considerou que não havia evidências suficientes para comprovar as alegações de quebra contratual ou de deterioração da relação de confiança entre a artista e a agência. O tribunal também apontou que partes de conversas teriam sido apresentadas de maneira seletiva e que diálogos anteriores teriam sido editados e combinados de forma a alterar seu contexto.

A também questionou a forma como os pagamentos eram tratados pela empresa. Nesse ponto, a Justiça considerou que a agência havia compartilhado informações sobre os valores antes do debut e enviado demonstrativos mensais detalhados após a estreia. Os registros de despesas apresentados foram considerados compatíveis com a execução do contrato.

A cantora havia lançado seu primeiro álbum em fevereiro e, segundo informações publicadas pelo Star News, deixou de participar das atividades pouco tempo depois. Em março, ela teria interrompido as atividades sem aviso prévio e cortado o contato com a agência. No mês seguinte, por meio de um representante legal, comunicou a intenção de encerrar o contrato por carta registrada e, em maio, entrou com o pedido de liminar.

Antes do conflito, A vinha sendo apresentada como uma nova aposta do R&B e havia despertado interesse por seu estilo e identidade artística. Seu projeto de estreia contou com a participação de produtores, engenheiros e diretores criativos conhecidos na indústria. Após o debut, ela também teria sido escolhida como artista principal de uma capa no Spotify, aumentando as expectativas em torno de sua carreira.

Entre as alegações feitas por A estava a afirmação de que a agência teria atrasado deliberadamente sua estreia. O tribunal, porém, entendeu que não havia elementos suficientes para concluir que o adiamento tivesse ocorrido sem uma justificativa razoável.

De acordo com a decisão, procedimentos estéticos realizados pela própria artista também teriam contribuído para o adiamento. A Justiça considerou que a agência tinha motivos relacionados à avaliação da capacidade de A para realizar atividades de entretenimento naquele momento.

Outra acusação envolvia pressão para que a cantora chegasse aos 43 kg. A afirmou ainda que a situação teria causado problemas físicos. Segundo o julgamento, porém, as dores abdominais mencionadas teriam ocorrido antes do início do contrato, e a cronologia apresentada pela artista teria distorcido a sequência dos acontecimentos.

A também afirmou que a agência teria dificultado repetidamente seu acesso a tratamento psiquiátrico. O material apresentado no processo, entretanto, não levou o tribunal a reconhecer essa alegação como motivo suficiente para suspender o contrato.

Outro episódio analisado envolveu dias em que A deixou de responder aos contatos da empresa enquanto tinha compromissos oficiais programados. Ela teria informado que estava com gripe. Em uma dessas ocasiões, um funcionário preocupado foi até seu apartamento usando uma senha que havia sido fornecida anteriormente. A interpretou a entrada como invasão de privacidade, mas a Justiça também rejeitou essa alegação.

A cantora ainda afirmou que a agência tentava direcionar sua carreira para o TikTok, incluindo transmissões ao vivo como parte de uma estratégia voltada ao público do Sudeste Asiático. A acusação também não foi acolhida pelo tribunal.

Quanto ao suposto abuso verbal por parte do CEO da agência, a Justiça entendeu que as situações apresentadas estavam relacionadas a cobranças e apontamentos sobre seu trabalho, e não a insultos propriamente ditos.

Após a decisão judicial, o contato entre as partes aparentemente continuou interrompido. Segundo o Star News, a agência teria solicitado o retorno da artista e buscado uma solução amigável por meio da Korea Entertainment Producers’ Association, conhecida como KEPA. A cantora, porém, não teria respondido nem mesmo às convocações da entidade.

A empresa também teria enviado cartas registradas pedindo uma resolução consensual e o retorno de A às atividades. Paralelamente, segundo a reportagem, a agência avalia medidas legais relacionadas às acusações de que a ação judicial teria utilizado informações falsas ou distorcidas, além de possíveis questões envolvendo a retirada de bens da empresa.

Até o momento, A não teria sido localizada pelo Star News para comentar a decisão e as novas alegações apresentadas pela agência. Assim, os possíveis desdobramentos criminais mencionados na reportagem ainda são apresentados como uma possibilidade avaliada pela empresa, e não como processos ou acusações já confirmados pela Justiça.

Fonte: Star News

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