
Choi Siwon consegue decisão inédita nos EUA para identificar autores de ataques virtuais
Integrante do Super Junior avança em processo contra usuários anônimos acusados de difamação e comentários maliciosos nas redes sociais.
A batalha de Choi Siwon contra ataques virtuais ganhou um novo capítulo. O integrante do Super Junior e ator obteve uma importante decisão judicial nos Estados Unidos que permitirá identificar pessoas acusadas de publicar comentários ofensivos e difamatórios contra ele em plataformas como X (antigo Twitter) e YouTube.
Segundo informações divulgadas em 3 de julho, o Tribunal Distrital do Norte da Califórnia aprovou, no dia anterior, o pedido apresentado pelo artista. A decisão autoriza que sejam solicitadas informações de identificação de dez usuários anônimos para dar continuidade ao processo movido por Siwon.
De acordo com documentos judiciais, o cantor passou a receber uma série de ataques online desde dezembro de 2024, período marcado pela declaração de lei marcial feita pelo então presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol. As críticas aumentaram após a condenação do ex-presidente à prisão perpétua, quando Siwon publicou em suas redes sociais um provérbio chinês sobre a inevitabilidade da queda da injustiça, acompanhado de um versículo bíblico.
A publicação foi interpretada por parte dos internautas como uma manifestação política, provocando debates nas redes sociais. A repercussão aumentou ainda mais depois que um youtuber conservador declarou apoio público ao artista.
Após o episódio, diversas mensagens ofensivas passaram a circular no X e no YouTube. Entre elas, havia críticas relacionadas às supostas posições políticas de Siwon, sua religião, aparência e carreira. Alguns usuários chegaram a pedir sua saída do Super Junior, enquanto outros afirmavam que ele deveria seguir carreira na política caso desejasse expressar esse tipo de opinião.
Em maio, o artista entrou com uma ação cível no Tribunal Distrital Central de Seul, buscando indenização por difamação e injúria contra os dez usuários anônimos. Para que o processo pudesse avançar, sua equipe jurídica solicitou à Justiça dos Estados Unidos que obrigasse as plataformas X e Google a fornecerem dados como nome, data de nascimento e endereço vinculados às contas investigadas.
Os advogados argumentaram que havia fortes indícios de que os responsáveis pelas publicações não eram cidadãos nem residentes dos Estados Unidos, tornando necessária a cooperação judicial para identificá-los e permitir o andamento da ação na Coreia do Sul.
Ao conceder o pedido, o tribunal norte-americano entendeu que a solicitação buscava apenas as informações indispensáveis para identificar os envolvidos e destacou que, nas circunstâncias do caso, as proteções da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos sobre liberdade de expressão não se aplicariam aos usuários estrangeiros investigados.
Com a decisão, Choi Siwon poderá dar continuidade ao processo na Coreia do Sul. Anteriormente, a SM Entertainment já havia informado que reúne provas contra autores de conteúdos falsos e maliciosos direcionados aos seus artistas e que continuará adotando medidas legais contra os responsáveis.
Fonte: Daum
