Min Hee Jin rebate HYBE e afirma que equipe jurídica da empresa elaborou contratos do NewJeans

Em novo comunicado, ex-CEO afirma que a ADOR não tinha uma equipe jurídica independente e que decisões contratuais importantes dependiam da aprovação de executivos da HYBE.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a equipe da ex-CEO da ADOR afirmou que a primeira versão dos documentos foi elaborada pelo departamento jurídico da própria HYBE e questionou a tentativa de atribuir exclusivamente a Min Hee Jin a responsabilidade pelos termos contratuais das integrantes.

A manifestação aconteceu depois que HYBE e ADOR responderam à reportagem investigativa publicada pelo The New York Times sobre os contratos assinados pelas integrantes do grupo quando ainda eram trainees. Na ocasião, as empresas defenderam que Min Hee Jin havia sido a responsável pelos acordos.

Em resposta, a equipe da ex-CEO criticou o que chamou de tentativa de transformar a ex-executiva na única responsável pela situação. “HYBE, chegou a hora de abandonar a absurda teoria de que tudo é culpa de Min Hee Jin e demonstrar uma postura de responsabilidade e melhoria para o futuro do K-pop”, afirmou o comunicado.

A declaração também questionou a posição da empresa, que considera os contratos adequados, mas, ao mesmo tempo, atribui sua elaboração à antiga CEO da ADOR. “A HYBE insiste que não há nada de errado nos contratos exclusivos do NewJeans, enquanto afirma que a ex-CEO Min Hee Jin esteve por trás de todos eles. Então perguntamos se a HYBE divulgou uma longa explicação porque queria elogiar Min Hee Jin”, diz outro trecho.

Segundo a equipe de Min Hee Jin, o departamento jurídico da HYBE foi responsável pela redação inicial dos contratos exclusivos do NewJeans. Naquele período, a ADOR não possuía uma equipe jurídica própria e independente, e a aprovação da CEO da subsidiária não seria suficiente para concluir um acordo.

O comunicado afirma que os contratos também precisavam passar pelo departamento jurídico, pelo diretor financeiro (CFO) e pelo CEO da HYBE, além de receber aprovação do conselho administrativo da ADOR. De acordo com a manifestação, dois dos três diretores internos do conselho eram representantes da própria HYBE.

Para sustentar essa versão, a equipe divulgou uma mensagem enviada pelo então vice-presidente da ADOR a um dos responsáveis pelas integrantes. Na conversa, o executivo teria explicado que a HYBE participava do processo final de decisão. “Isso acontece porque a HYBE está incluída no processo de decisão final. No entanto, Min Hee Jin é a CEO, então pedimos que confiem na ADOR, que ela lidera, e em sua equipe”, dizia a mensagem.

Outro ponto levantado envolve uma solicitação feita por Min Hee Jin em janeiro de 2024 ao então CEO da HYBE, Park Ji Won. Segundo o comunicado, ela teria pedido autorização para assumir a responsabilidade pela assinatura de contratos importantes, incluindo os acordos exclusivos dos artistas.

A equipe questionou por que a executiva precisaria solicitar essa autonomia à empresa controladora caso a ADOR já tivesse liberdade para negociar e assinar, por conta própria, os principais termos dos contratos.

A manifestação também rebateu a versão da HYBE sobre uma suposta tentativa de reduzir a participação financeira das integrantes nos custos. De acordo com a empresa, o então vice-presidente da ADOR teria rejeitado um plano que faria as artistas assumirem uma parcela dessas despesas. A equipe de Min Hee Jin, por sua vez, afirmou que a decisão de não transferir às integrantes os custos referentes ao período de treinamento partiu da própria ADOR.

Ao encerrar o comunicado, a equipe voltou a criticar a estrutura de decisões entre a HYBE e sua subsidiária. “Criar uma estrutura na qual o CEO de uma subsidiária não pode aprovar nada sem a autorização do CEO da HYBE e, depois, divulgar um comunicado que cria alguém para receber a culpa é como cuspir na própria cara”, declarou.

O novo posicionamento acrescenta mais um capítulo à disputa envolvendo Min Hee Jin, HYBE, ADOR e NewJeans. As versões apresentadas pelas partes divergem sobre quem tinha autoridade para elaborar, negociar e aprovar os contratos das integrantes, enquanto a discussão sobre as condições dos acordos continua repercutindo no setor do K-pop.

Fonte: allkpop

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