
Relatório expõe contraste na HYBE: mulheres são maioria entre funcionários, mas homens aparecem com salários muito maiores
Análise de dados financeiros aponta que funcionários homens receberam, em média, ₩158 milhões, enquanto mulheres tiveram média de ₩49 milhões; empresa atribui parte da diferença à remuneração de executivos.
Uma análise dos relatórios financeiros da HYBE colocou a política de remuneração da empresa no centro de uma nova discussão na Coreia do Sul. Os dados apontam que funcionários homens receberam, em média, ₩158 milhões por ano, enquanto a média entre as funcionárias ficou em ₩49 milhões, uma diferença de mais de três vezes.
As informações foram analisadas pelo Asia Business Daily a partir dos relatórios financeiros da empresa. O levantamento também mostrou que a disparidade aumentou nos últimos anos. Em comparação com três anos atrás, a remuneração média das funcionárias teria diminuído em ₩6 milhões, enquanto a dos funcionários homens cresceu em proporção semelhante.
O cenário chama ainda mais atenção porque as mulheres representam mais de dois terços da força de trabalho da HYBE, superando os homens em uma proporção superior a dois para um. Mesmo assim, elas ocupam uma parcela menor dos cargos de liderança da empresa.
Segundo os dados apresentados na análise, apenas 20% da liderança da HYBE é composta por mulheres. Entre os executivos, 25 são homens, e alguns deles receberam valores adicionais significativos por meio de remuneração baseada em ações.
Quatro executivos homens não registrados, entre eles Kim Tae Ho, COO da HYBE e CEO da BELIFT LAB, e o CFO Lee Kyung Joon, teriam recebido uma remuneração média de aproximadamente ₩6 bilhões neste ano, com forte participação de ações.
A situação também foi comparada aos dados de outras grandes empresas do entretenimento sul-coreano. SM Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment apresentaram diferenças médias de remuneração menores entre homens e mulheres no período analisado. Nas três companhias, a folha salarial total destinada às mulheres também superou a dos homens, acompanhando a maior presença feminina entre os funcionários.
Diante da repercussão, a HYBE negou que exista uma diferença salarial baseada em gênero. Em posicionamento citado pelo relatório, a empresa afirmou que a diferença observada seria influenciada principalmente por pagamentos extraordinários em ações destinados a alguns executivos de longa carreira.
A companhia também declarou que segue uma política de remuneração baseada em desempenho e que ela é aplicada independentemente do gênero.
A explicação, no entanto, não encerrou a discussão. O levantamento reacendeu críticas justamente porque a composição majoritariamente feminina da força de trabalho contrasta com a concentração masculina nos cargos executivos e com os valores elevados de remuneração registrados entre alguns desses dirigentes.
Os dados analisados não significam necessariamente que todos os funcionários homens recebam mais do que todas as funcionárias mulheres, mas representam uma média geral de remuneração. A diferença também pode ser influenciada pela composição dos cargos e pelos pagamentos extraordinários recebidos por executivos.
Fonte: Asia Business Daily
